Rafael Nery, no BOOKeando
Você não aguenta mais esperar pelo lançamento de “A Dança dos Dragões“, o quinto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo? Então seus problemas acabaram! A editora LeYa liberou hoje a pré-venda do novo livro de George R. R. Martin. A entrega está prometida para 27 de junho. Agora pare de perder tempo. Clique aqui e compre já o seu exemplar de “A Dança dos Dragões” e sua belíssima capa. Confiram sinopse oficial:
[SINOPSE: O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e econômico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?]
A estrela da série “A Guerra dos tronos”, Sean Bean, foi ontem à noite detido pela polícia metropolitana de Londres acusado de molestar a ex-mulher, Georgina Sutcliffe.

Publicador originalmente no DN Pessoas
A imprensa britânica de hoje noticia que as autoridades agiram após queixa da mulher. Sean Bean dirigiu-se voluntariamente a uma esquadra londrina, onde foi interrogado e lhe foi dito que se encontrava detido no âmbito do processo crime que lhe fora movido.
A polícia recolheu as suas impressões digitais e amostras de ADN e libertou-o sob medida de coação – o equivalente ao nosso termo de identidade e residência (TIR).
Georgina Sutcliffe queixou-se que estava a receber telefonemas e SMS “abusivos” do seu ex-marido.
Sean Bean e a atriz Georgina Sutcliffe casaram-se em 2008 e divorciaram-se dois anos mais tarde e o seu relacionamento foi sempre muito conturbado, marcado por separações e reconcialiações constantes.
Publicado originalmente no Literatortura
Depois de fazer um balanço da segunda temporada de Guerra Dos Tronos, cá retorno para falar do episódio que ‘estreia’ a segunda parte. Esse é daqueles que precisou ser preparado [usando o quinto – e mais fraco episódio] pra ter a fluidez que teve. Começamos por provavelmente o foco mais longo dado à um personagem sequencialmente. Theon teve mais ou menos os 10 minutos iniciais só para ele. Mesclou, obviamente, naquilo que o atormentava desde o início da temporada: quem sou? Um Stark ou um Greyjoy? E isso ficou muito claro quando a câmera enquadra Theon, o Meistre e o soldado [atrás do Meistre]. Quem Theon escolherá? Um dos dois ou ele é o terceiro e único? Bem, Theon fincou a espada – literalmente – e percebeu que não havia volta: para o bem ou para o mal, ele era, enfim, parece ser alguém. Talvez não muito nobre ou reconhecido [ou até satisfeito], mas parece um Greyjoy. Não será aceito como um Stark novamente. O problema é saber se será aceito pelo time que ele escolheu. Por enquanto ainda existem duas opções. Ou ele é o soldado, ou ele é o terceiro, indefinido e dúbio.
Ainda sem saber para qual time joga – mas de uma maneira completamente diferente, visto que ele parece jogar para todos, enquanto na verdade, joga apenas para si mesmo – está Lord Baelish ou, para os íntimos: Mindinho. Plantando veneno em todos os lugares, começa a se erguer como alguém realmente perigoso. Ouve daqui, ouve de lá. Sussurra e não serve ninguém [mas deixa a impressão de servir seu interlocutor]. Aquele que confiar em Mindinho sem ter uma carta na manga, pode ser o próximo a perder o pescoço [vide Ned Stark]. A grande questão que fica é: ele foi sagaz a ponto de perceber que Arya é Arya? Se dependesse da forçada de barra do roteiro, perceberia. Nunca vi alguém beber um vinho tão rápido pro Lorde Tywin chamar Arya de novo à mesa. Nunca vi Lorde Tywin chamar tanto a copeira à mesa. Aliás, todos sabem do meu amor à GOT. Mas são detalhes como esses que diferenciam ela do céu das séries [cito de novo Breaking Bad]. Afinal, alguém esperava que Arya não ia fazer uma burrada? Era necessário derrubar vinho no Mindinho pra cena ter a tensão? Admito que, particularmente, quando ela derrubou, brochei [figurativamente, por favor. Eu sei que o seriado tem algumas partes calientes, mas não é pra tanto]. Ainda assim, a cena foi ótima [até a parte do vinho]. Afinal de contas, alguém que diz “hoje não” pra morte e treina pra ser ligeira e silenciosa, talvez não fizesse o que fez. E poxa vida, ela é Arya motherfucker hitgirl. Uma taça de vinho não é nada.
Mais embriagado do que nunca pelo poder, Joffrey se mostrou um perverso e louco rei [palavras de Tyrion]. O que é um cocozinho de vaca comparado a um homem ter um braço arrancado [vocês viram aquela cena? genti]? Joffrey tomou o segundo tabefe da temporada. Quantas porradas esse moleque vai precisar levar pra endireitar? Mesmo depois de ser humilhado pelo povo e pelo anão, ele nega seu dever e foge como o covarde que é. Vira as costas pro reino, pro seu tio e pra sua suposta esposa. Esposa, essa, que estava praticamente sendo estuprada. Alguns duvidavam que ela realmente fosse abusada, mas depois de tudo que eu vi de Guerra Dos Tronos e das mudanças que eles estão fazendo em relação ao livro, temi pelo passarinho. Acho muito proveitosa a analogia que George Martín faz com o “príncipe de última hora” de Sansa ser um cão fedorento. Justo ela que tanto acreditava nas canções. [Aliás, essa desconstrução do mundo imaginário de Sansa é melhor trabalhada no livro. Ficou de lado no seriado].
Não toquei no assunto mudanças ali em cima por acaso. Deixei para falar delas no final, pois tratarei de todos de uma vez só e continuarei dando a minha opinião sobre as escolhas do roteiro [que como vocês sabem [quem leu o balanço], tenho aprovado praticamente todas].

Robb e a sua paixonite de nome misterioso. Ora bolas, mostrei antes que havia achado ingênuo e bobo esse plot. Digno de cara feia. A mulher que reclama da guerra com o rei todo poderoso. Me parece que Talisa não é essa chata de galocha que eu pensava. Ainda não aceitei o possível romance com toda minha energia, mas, vendo que não deve ser tão mimimi, vamos deixar rolar e ver o que acontece. Mas, lembrem-se, se Robb viver, ele já tem com quem se casar.
Jon Snow e a parte mais sem noção do roteiro de hoje [algo que eu também não tinha engolido no livro]. Na boa, galera, alguém pode me explicar por que diabos os homens da muralha deixariam o bastardo sozinho pra matar a mulher? “ah, meu deus, nós somos praticamente selvagens, mas, vamos dar um pouco de privacidade ao moleque… MELHOR. Vamos espera-lo no TOPO DE MONTANHA.” GENTE, VOCÊS VIRAM O TAMANHO DA MONTANHA? Jon ia fazer o que? Depenar a mulher? Dissecá-la? Fazer um estudo anatômico? Passar a lâmina nela demora menos de um minuto. Não era mais fácil eles virarem as costas se queriam dar privacidade e depois andarem todos juntos, como belos amigos? Então, quando o pessoal foi embora, ficou mais do que óbvio que Jon Snow não mataria a ruiva-linda-carismática [ela é mesmo uma selvagem?]. Depois dessa forçada de barra, a cena da selvagem rebolando no joelho [ahã] do bastardo fez tudo valer a pena. Foi extremamente cômico, caracterizador de personagem [sem uma palavra! Isso sim é espetáculo HBO] e lançador de romance. Rola ou não rola? [lembrando que essa foi mais uma adição de ouro dos roteiristas].

E agora o momento mais choca todos do episódio. Os dragões de Daenerys sumiram.COMO ASSIM? Parou tudo! Leitores -uma parte- enlouqueceram [negativamente], espectadores foram à mil. E eu, que faço parte dos dois grupos, fui à loucura no milésimo estágio [pensei em fazer uma analogia com o fato da cena da Arya ter me feito brochar, mas seria uma sentença muitíssimo estranha]. Quando terminei o episódio só me saia da boca um “uau”. Na boa, que se fod* se alterou o livro. Eu quero me surpreender e ter sensações tão ou mais fortes do que quando lia a obra. Clap Clap Clap pros roteiristas, pra quem teve a ideia. Confesso que já sei pra onde Dany será levada [por causa da cena final] e digo também que no livro o motivo de ela ir pra lá é meio “sou a mãe dos dragões e posso querer tudo e quero isso”. Agora não. Agora temos um motivo palpável e de extrema importância. Até porque eu sempre estranhei o fato de ninguém ter tentado roubar os dragões de Dany. Pois bem, tive de me calar.
Num resumo, o episódio foi completamente positivo. Não teve apenas a cena final de impacto. Foi-se tudo construindo muito bem. O plot de Theon foi riquíssimo, assim como a maioria de toda a história. As mudanças, num saldo, foram ótimas. E sim, realmente aceitei a radical chacoalhada em Daenerys. A personagem precisava desse upgrade. Desse “ei, serei o centro das atenções agora. Olhem pra mim”. Eu não posso esperar pra olhar pra você no próximo episódio, Dany. Aguardem uma das construções de cenas mais brilhantes de George Martín [e se continuar assim, do seriado Guerra Dos Tronos].
Victor Hugo Felix, no Pipoca Moderna
Foram divulgadas novas imagens de “Dredd”, filme baseado no personagem dos quadrinhos britânicos Juiz Dredd. Nas fotos, Karl Urban (“Star Trek”) aparece com o uniforme clássico e o capacete do personagem – como nos quadrinhos, ele não tirará o capacete na projeção – , mas o destaque é o visual de Lena Headey (série “Game of Thrones”), que vive a narco-traficante Ma-Ma. Ela surge com o rosto coberto por cicatrizes.
Em entrevista ao Los Angeles Times, Headey descreveu o filme como “sujo, escuro e violento”. “É … violento. Nas cenas de tiroteio eles não têm medo de mostrar sangue e ferimentos de bala. E é ambientado nesse tipo de favela de concreto”. Embora originalmente concebida como uma mulher 70 anos, Headey conquistou o diretor Pete Travis (“Ponto de Vista”) com sua abordagem para o personagem. “Ela é uma prostituta que, em seguida, mata seu cafetão e assume o seu negócio”, disse ela.
Juiz Dredd é o mais temido da elite de juízes, que percorrem as ruas futuristas de Mega-City 1 com o poder de prender, julgar e condenar criminosos, e executá-los no ato se isso for necessário. O roteiro foi escrito por Alex Garland (“Extermínio”, “Sunshine”). Em outubro do ano passado, uma crise causada pela divergência de ideias entre diretor e os produtores executivos fez Travis deixar a pós-produção do longa. Garland, então assumiria a edição do filme. Poucos dias depois, contudo, foi anunciado que “tudo estava bem” e desde então não se falou mais no caso.
“Dredd” estreia em 21 de setembro no Brasil. Para ver todas as fotos, clique nas setas abaixo.

