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Em “O Festim dos Corvos”, intrigas palacianas de George R. R. Martin ganham continuação

Publicado originalmente no UOL

A guerra que destruiu boa parte dos Sete Reinos de Westeros nos primeiros três volumes da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo” parece estar chegando ao fim, mas isso não significa falta de cadáveres no mercado. Em “O Festim dos Corvos”, quarto livro do épico  criado pelo americano George R. R. Martin, os corpos voltam a se acumular pelo tradicional método da intriga palaciana — a paz, para variar, é só aparente.

ATENÇÃO: SPOILERS À FRENTE!

Recapitulando rapidamente para quem leu os outros três livros da série já faz algum tempo, o cenário na obra recém-lançada no Brasil se caracteriza pelo sumiço da maioria dos reis que estavam disputando o poder em Westeros.
Quatro deles — o adolescente psicopata Joffrey Baratheon, o almofadinha Renly Baratheon, o “Jovem Lobo” Robb Stark e o rei-pirata Balon Greyjoy — bateram as botas, quase todos mortos à traição. O quinto rei autoproclamado, Stannis Baratheon, partiu para a isolada Muralha das terras do norte com o objetivo de proteger Westeros de invasores e reconstruir sua base de poder.
Com isso, o domínio aparentemente incontestável dos Sete Reinos está nas mãos do lourinho gorducho Tommen Baratheon, irmão caçula do finado Joffrey. Mas Tommen, com apenas oito anos de idade, não passa de um fantoche nas mãos da rainha-mãe, Cersei.
E aí é que está o problema, já que a maquiavélica Cersei, embora seja mestra na arte de conseguir o poder, não sabe muito bem o que fazer com ele quando o consegue. Cerca-se de puxa-sacos, ofende aliados importantes e ameaça levar os Sete Reinos para o buraco.
Enquanto Cersei se afunda cada vez mais na capital de Westeros, vemos seu irmão gêmeo e amante, Jaime Lannister, seguir a trajetória oposta. Surpreendentemente, o cavaleiro que era considerado o menos honrado dos Sete Reinos por ter matado o rei que jurara proteger não só consegue restaurar a paz em boa parte das terras de Westeros como também faz de tudo para preservar seu recém-recuperado senso de honra — inclusive dando as costas para Cersei.
Cruzando o mar que separa Westeros das cidades-Estado do leste, encontramos a garota  Arya Stark, que acredita ser a última sobrevivente de seu clã nobre, destruído pela guerra e pelas traições de Cersei e companhia. Os capítulos protagonizados por Arya são os mais introspectivos do livro, conforme ela é treinada por uma misteriosa seita de assassinos para dominar a arte de matar e abandonar totalmente sua própria identidade.
Quem termina de ler “O Festim dos Corvos” sem poder emendar diretamente com a leitura de “A Dança dos Dragões”, o próximo volume da série (ainda sem edição brasileira), provavelmente vai se sentir um pouco frustrado. Isso porque muitos dos personagens mais queridos dos leitores mal ganham uma menção no livro. Cadê a Dany e seus dragões amestrados? Cadê o Jon Snow? E o anão-intelectual-pinguço-renegado Tyrion?
Em parte, isso se deve ao fato de que Martin precisou desmembrar o que tinha planejado como um volume único em dois livros separados. É que o manuscrito produzido originalmente pelo autor ultrapassava as 1.500 páginas. Para evitar o lançamento de um calhamaço capaz de entortar até aço valyriano, o escritor e seus editores resolveram separar geograficamente as narrativas.
Assim, “O Festim dos Corvos” aborda basicamente o que acontece nos Sete Reinos (menos os territórios do norte, antigo domínio dos Stark), enquanto “A Dança dos Dragões” trata das aventuras de Dany nas cidades do continente oriental de Essos e das peripécias de Jon na Muralha.

Entrevista exclusiva: Vince Gerardis, o produtor de Game of Thrones

Publicado originalmente no Tecmundo

Conversamos com Vince Gerardis durante a Campus Party Brasil 2012 e ouvimos quais são os planos dele para o futuro.

A Campus Party Brasil 2012 vai ser encerrada com uma palestra de Vince Gerardis, produtor da aclamada série Game of Thrones. Mas o Tecmundo conseguiu se adiantar e realizar uma rápida entrevista exclusiva com ele (no curto tempo que havia antes da palestra), que nos contou alguns detalhes sobre as tecnologias aplicadas na série.

A luta por maiores resoluções

Quando os DVDs surgiram com as resoluções de 480p, o realismo era impressionante. Pelo menos até a chegada dos Blu-rays, que trouxeram o Full HD. Hoje, o 4K é a tecnologia que todos falam, oferecendo resoluções inimagináveis até poucos anos atrás. Perguntamos para Gerardis se Game of Thrones poderia ser produzido com essa tecnologia em algum momento no futuro (quem sabe um filme da série).

Quando perguntamos o que Gerardis pensava acerca de uma possível produção da segunda temporada de Game of Thrones em 3D, ele respondeu que ainda acha cedo optar pela utilização das três dimensões em uma produção que não será exibida no cinema, devido ao número limitado de residências que poderiam desfrutar das obras.

Repetindo, nas palavras de Gerardis: “ainda é muito cedo”. Ele ainda disse mais sobre o assunto. Para o produtor, as pessoas estão tão acostumadas a assistir televisão, que muitas vezes não conseguem se deixar levar pela magia das três dimensões. “Elas ainda não se acostumaram a colocar os óculos e mergulhar no que estão assistindo”.

Ele respondeu rapidamente: “quem decide isso é a HBO, pois há uma enorme equipe de marketing na empresa, realizando pesquisas e estudando os públicos para saber se vale a pena ou não investir no novo sistema”.

Bem na foto (118)

Isabella Rodrigues Barbi

Para concorrer a exemplares da “As Crônicas de Gelo e Fogo” (A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis, A Tormenta de Espadas e O Festim dos Corvos) envie sua foto com um dos livros para cronicasgeloefogo@gmail.com, mencionando nome, cidade e estado. Se quiser, mande uma frase falando por que curte a série. SORTEIO no dia 5/3.

Saiu no Journeys of the Sorcerer

Publicado originalmente no Journeys of the Sorcerer

Eu sempre gostei das seŕies da HBO, em particular do drama histórico Roma. Por isso, era com grandes expectativas que aguardava esta série. E não foram defraudadas.

A história deste série segue de perto a dos livros, sem grandes desvios por parte dos argumentistas. De facto, algumas cenas são tiradas linha a linha dos livros, incluindo os fabulosos diálogos. Os actores, dos mais experientes aos iniciantes, desempenham os seus papeis de forma competente, quando não fabulosa. Visualmente, também não há nada a apontar, do guarda roupa, aos efeitos especiais (o Eyrie, mais do que a muralha em si, ficou-me gravado na memória). Banda sonora boa. Até a sequência de abertura é fantástica, uma das melhores que me lembro de ver.

Depois, vêm as inevitáveis comparações com os livros. Existem diferenças, obviamente, nem tudo o que se faz num livro se pode fazer numa série de TV. Uma das que mais salta à vista é o facto que quase todas personagens envelheceram. Dada as cenas de violência e cariz sexual, isso não me espanta, especialmente numa série americana. Nunca passariam pelos censores se fossem filmadas como estão escritas nos livros (para quem não leu o livro, a Daenerys, no tempo em que se passa a série, tem apenas treze anos).

Além desta diferença mais óbvia, existem imensos detalhes sobre a história e sobre o mundo que ficam de fora na série. Nenhum deles é essencial, se bem que alguns explicariam melhor o que ocorre no ecrã, apenas nos dão uma melhor imagem das personagens e do mundo, mas não havia maneira de os filmar, pelo menos não sem quebrar completamente o ritmo da série. E, a meu ver, é aqui que surge o problema. Não com a série, que é uma das melhores que já vi, mas sim com o próprio meio, com a televisão. É impossível explorar convenientemente um mundo tão vasto, uma história tão intrincada, umas personagens tão complexas (e numerosas) em dez episódios de 45 minutos. Não me entendam mal, eu adorei a série, não tarda vou adicioná-la à minha colecção de DVDs, mas não passa de uma mera sombra dos livros.

Num tempo em que muita gente prefere o imediatismo do cinema ou da televisão à mais demorada leitura de um livro, esta série dá-nos um excelente argumento com que defender a literatura. “A Guerra dos Tronos” da HBO é uma série magnífica que nos entusiasma e agarra ao ecrã, mas ler os livros de George Martin é uma experiência transcendental que é impossível capturar em qualquer outro meio.

Vejam a série, vale bem a pena, mas não passem ao lado dos livros. Valem todas as horas neles investidos.

Encerramento da Campus Party com Vince Gerardis

Publicado originalmente no Game of Thrones BR
Começo esse post com a seguinte pergunta: quem nunca teve problemas com o skype? Que atire a primeira pedra.
Seja microfone, seja conexão, seja áudio ruim, já tive uma série de problemas tentando fazer uma conferência (inclusive com pessoal do blog) e acho que quase todo mundo que faz video/áudio conferência já teve pelo menos uma vez algum tipo de problema.
Vince veio ao Brasil e estava participando da Campus desde a quinta, quando fez uma palestra sobre o estúdio Grok que postamos aqui, mas a sua palestra principal estava prevista para acontecer hoje no Palco Principal da Campus Party, com uma participação especial do próprio George R. R. Martin e apresentação da Ana Carolina e Laura Buu juntamente com a organização da Campus.
A palestra começou muito bem com Vince falando sobre a HBO e seu trabalho e depois apresentando o último trailer da segunda temporada.
Depois disso foi anunciado o início da tão esperada videoconferência com o próprio George R. R. Martin, mas não aconteceu como a gente esperava ou previa. Passamos a semana inteira coletando cartas, tweets, mensagens no face, emails e recados dos fãs na Campus, para estarmos preparados para essa conferência.
Todos nós estávamos aqui na maior expectativa, durante toda a semana, discutindo freneticamente via email todas as informações que podíamos compartilhar e todas as possibilidades de conversas com GRRM. Mas infelizmente, devido a problemas técnicos e para surpresa de todos, a conferência com Martin não saiu como esperamos.
Pelo vídeo deu pra perceber a presença e a alegria dos fãs no primeiro contato com esse escritor brilhante que é o George. Também ficou claro que após as tentativas de estabelecer a comunicação, apesar da ansiedade da platéia, George acenou e fez gestos mostrando que também estava ansioso pela conversa.
Mas como eu disse antes, problemas assim acontecem. Como engenheira de computação sempre digo e repito, nunca confie em computadores, algo sempre pode dar errado quando você menos espera.
A conferência com o George não deu certo como esperávamos, mas todos tentaram, Vince estava super empolgado com essa palestra, o próprio Martin poderia ter recusado o convite por estar muito ocupado com a série e os livros, etc mas ele se dispôs a fazer isso (e pelo visto ficou muito chateado por não ter funcionado). Mas ele demonstrou toda a boa vontade de participar da conferência.
Apesar disto não ser  impossível nem imprevisível de acontecer, acho que organização ou os técnicos da Campus poderiam ter feito todos os testes antes de começar a conferência (parece que precisaram mudar de computador e depois disso a conexão não funcionou mais).
Sabemos que esta foi uma das palestras mais esperadas da Campus, mas repito novamente, isso acontece.
Enquanto continuaram tentando conversar com ele, Vince resolveu interagir com os fãs com a ajuda da Laura Buu do Pink Vader que estava em colaboração com a Ana, em um bate-papo com os fãs.
Vince continuou respondendo as perguntas feitas a ele com a ajuda da Laura. Comentou sobre o projeto da HBO de gravar American Gods de Neil Gaiman e levaram a palestra adiante.
Muitos sites, revistas e jornais estão transformando tudo que aconteceu em algo ruim. Outras pessoas no lugar do Vince, poderiam ter perdido a paciência e deixado o palco, por menos que isso, largando todos a própria sorte. Mas em minha opinião, ele lidou muito bem com isso, ficou cara a cara com o público, e continuou com uma conversa aberta com todos os fãs que quiseram conversar com ele.
Podemos ter uma visão positiva do que aconteceu e encarar pelo lado bom do Vince ser um cara muito legal, atencioso e paciente, pelo que conversamos e pelos relatos da Ana e pelo vídeo da CP. Acredito que ele respondeu muitas perguntas coerentes que interessam realmente aos fãs como informar que existe a possibilidade de exibir a série no Brasil e em outros países ao mesmo tempo que nos Estados Unidos. Aliás, todas as perguntas foram excelentes e trouxeram vários fatos novos e importantes para os fãs brasileiros.
Problemas técnicos acontecem, até mesmo na Campus Party. Só temos a dar os parabéns ao Vince por ter conduzido todo o evento de forma bastante  profissional e agradecer principalmente aos fãs de verdade que continuaram no evento e prestigiaram esse nosso primeiro contato com GRRM e com a produção da série. Deu muito trabalho realizar tudo isso, agradecemos também a Laura Buu pela colaboração, a Ana Carolina por todo o trabalho que teve nos últimos tempos pra organizar tudo isso e ao pessoal da Campus, pela concretização desse sonho de trazer a produção + George até nós.
Por último, agradecemos ao George R. R. Martin pela participação no evento e pelo contato conosco mesmo que bem curtinho, acredito que foi emocionante para tod@s que estavam acompanhando.
Vince fez seu melhor, mesmo com os problemas da conferência, ele não esperava falar o tempo todo e isso ficou claro, todos estavam esperando falar com George! Mesmo assim ele, continuou bem considerando-se os desafios. Foi algo divertido e interessante e nós apreciamos seu amor pelos brasileiros ^^! Se ele disse que devíamos ter cuidado com a segunda temporada, não é exatamente o que queremos dessa série? Um pouco de perigo e agitação em nosso drama? Com certeza seus filhos podem assistir Game Of Thrones, Vince estava apenas brincando.

Acreditamos que fizemos tudo que pudemos para participar de tudo isso e não foi a intenção de ninguém causar qualquer frustração, continuaremos nosso trabalho aqui, ESPERANDO ANSIOSAMENTE PELA VINDA DO MARTIN AO BRASIL!!

E ESTAREMOS LÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!